segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Livro denuncia montagem verde
contra agricultores e pecuaristas

Richard Jakubaszko
Richard Jakubaszko
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




“Questões ambientais não são de causa antropogênica, ou seja, não foram causadas pela ação humana”: é o que concluiu o jornalista Richard Jakubaszko após longos anos de estudo e análise.

Ele expôs suas conclusões em substancioso livro: “CO2, aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?” (DBO Editores Associados, São Paulo, 2015, 287 páginas).

O autor explica que “depois de mais de 8 anos estudando a fundo quase todas as ‘acusações’ e ‘ameaças’ dos ambientalistas, em que um mosaico multifacetado de problemas devastadores são divulgados no dia a dia, especialmente através da mídia, acabei por me deparar diversas vezes com a aversão humana ao debate de ideias, manifestada por contestações”.

Jakubaszko não é o primeiro em fazer esta dolorosa constatação. Já há muitos anos distintos cientistas brasileiros e estrangeiros vem sofrendo essa “aversão à razão” na própria pele. Até com injusta marginalização pessoal pela mídia e órgãos científicos dependentes das recursos de governos e organismos internacionais.

Esse ambientalismo não é outra coisa senão aquilo que nós denunciamos continuadamente no nosso blog: uma metamorfose do velho comunismo falido com a URSS.

Essa metamorfose infiltrou, deturpou e gerou um movimento tingido de “verde” que surpreendeu muitas pessoas que não imaginariam essa ousadia.

A transformação foi levada adiante por velhos militantes vermelhos – marxistas ou análogos – e  ‘companheiros de estrada’ que ficaram desempregados.

Eles souberam adaptar a filosofia socialista-comunista e mascarar seu linguajar visando sempre a meta utópica de um comunismo anarco-tribal que Marx e seus seguidores sonharam num auge da intoxicação ideológica.

O substancioso livro do jornalista Richard Jakubaszko
O substancioso livro do jornalista Richard Jakubaszko
Para tal era preciso que ninguém percebesse a manobra e ninguém bradasse “o rei está nu”. Porém, houve quem viu, as denúncias se multiplicaram e os livros sobre o caso apareceram. O do jornalista Jakubaszko é um dos mais recentes e mais interessantes.

O ambientalismo genuinamente vermelho, mas camuflado de falso verde, escolheu a estrada da “aversão à razão” e do patrulhamento ideológico como é de praxe nos regimes totalitários ou socialistas-comunistas.

“Os grupos ambientalistas exercem patrulhamento e pressão sobre os céticos, de natureza política e econômica impensáveis, dignas dos tempos de difícil convívio humano”, escreve Jakubaszko.

A “Inquisição verde” está ativa. Os cientistas honestos e objetivos são suas vítimas previamente apontadas, julgadas e condenadas sem direito de defesa.

Nesse ambiente, a ciência é manipulada e desvirtuada com intuitos ideológicos pela utopia marxista e por seus postuladores habilmente infiltrados em órgãos públicos e internacionais, além de ONGs militantes e na grande mídia.

Esse ativismo não fica por ai.

“Todavia, ignorando dificuldades e realidades que trazem à sociedade em geral, diante de suas ações, explica o autor do livro que comentamos, as entidades ambientalistas e ONGs estão sempre preparando um novo tratado que se anuncia cada vez mais radical com base no propalado aquecimento global”.

E Jakubaszko testemunha: “uma das principais acusações que provocaram contrariedades em minha ótica de perceber e avaliar a questão ambiental está no comportamento das ONGs e de alguns de meus colegas jornalistas que, de forma insistente e até mesmo radical, continuam culpando produtores rurais como os principais criminosos ambientais do planeta. (...)

“Mas além dessa falsa acusação contra agricultores e pecuaristas somam-se outras, como a prática de trabalho escravo, trabalho infantil, contaminação do solo, dos rios e dos alimentos por uso de agrotóxicos e fertilizantes, além da derrubada de árvores”.

Vermelhos e verdes visam mesmo objetivo. Ambientalistas e 'movimentos sociais' contra o progresso da agropecuária.
Vermelhos e verdes visam mesmo objetivo.
Ambientalistas e 'movimentos sociais' contra o progresso da agropecuária.
Em termos nossos, é a velha pregação da luta de classes contra os patrões feita outrora pela “vanguarda do proletariado” e hoje por certas ONGs militantes que se arrogam a representação dos estratos inferiores da organização material para condenar os superiores.

“No transcorrer das páginas deste livro procuro dar respostas a essas acusações, algumas procedentes, apesar de serem exceções, mas a maioria delas levianas e infundadas, pois mostram visões urbanas daquilo que seja o produtor rural brasileiro, considerado uma espécie de Jeca Tatu moderno, ainda inculto, mas que enriqueceu às burras e que continuaria ganancioso”.

O livro do jornalista Richard Jakubaszko apresenta uma densa e qualificada documentação das melhores fontes brasileiras, entre as que se destacam os professores Luiz Carlos Baldicero Molion e José Carlos Parente de Oliveira.

É uma obra indispensável para quem queira manter uma visão da realidade verdadeiramente despoluída de slogans e distorções eco-radicais e sustentar seu pensamento com informações verdadeiramente científicas, objetivamente apresentadas e raciocinadas.

“CO2, aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?” (DBO Editores Associados, São Paulo, 2015, 287 páginas) está à venda apenas pela internet ou por telefone (11 3879.7099) e retirado pessoalmente na DBO Editores, ou pelo e-mail co2clima@gmail.com. Preço: R$ 30,00 mais despesas postais (em média de 8,00 para qualquer ponto do Brasil)

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Presidente tenta impor falsa paz
que o povo colombiano recusa

Presidente Juan Manuel Santos faz todas as contorções legítimas e ilegítimas para impor uma 'paz' que Colômbia recusa em peso.
Presidente Juan Manuel Santos faz todas as contorções legítimas e ilegítimas
para impor uma 'paz' que Colômbia recusa em peso.
Luis Dufaur
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O grupo terrorista Frente Primero Armando Ríos, que opera na selva ao sudeste da Colômbia e constitui uma parte-chave das Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia (FARC), declarou que vai continuar “a luta pela tomada do poder pelo povo e para o povo”. Muito ativo no narcotráfico, foi essa Frente que sequestrou a ex-candidata presidencial Ingrid Bettancourt.

A especialista em América Latina do “Wall Street Journal”, Mary Anastasia O’Grady, sublinhou enfaticamente o que inúmeros colombianos pensam: “muitas concessões do governo não são suficientes. As FARC querem mais”.

E os colombianos tampouco querem mais saber da abstrusa dança das “conversações de paz” de Havana, ainda que estas se realizem com as bênçãos do Papa Francisco e de episcopados, e com o incondicional apoio de organizações internacionais e da grande mídia.

Em junho, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, foi a Havana para assinar um acordo bilateral de cessar-fogo com as FARC. Muitos jornais dos EUA e da Europa comemoraram, além de eclesiásticos irenistas intoxicados de “comuno-progressismo” teológico.

Comemoraram o quê? Não foi assinado nada de novo, explicou Mary O’Grady. As FARC dizem que o cessar-fogo vigora desde o ano passado e que o exército colombiano está proibido há meses de operar contra a guerrilha.

Puro blábláblá midiático esquerdista.

Colombianos não acreditam em Santos, nem nas FARC, e menos ainda nos 'Acordos de Paz'
Colombianos não acreditam em Santos, nem nas FARC, e menos ainda nos 'Acordos de Paz'
As FARC continuam traficando drogas e controlando territórios, onde cobram “impostos” sobre os cultivos de coca e extorquem de forma indiscriminada, diz a comentarista.

O presidente Santos abusa, manipulando a opinião pública e não produzindo resultados reais.

Há cinco anos que os terroristas marxistas das FARC, que dizem estar negociando em Havana, jantam em bons restaurantes, bebericam e se fazem fotografar em passeios de iate por conta dos contribuintes colombianos.

Santos inventa truques de relações públicas para manter viva a ilusão do “acordo de paz”, contando com a amizade e o apoio de Barack Obama e das Nações Unidas.

Porém, seu índice de aprovação afundou para apenas 20%, e continua descendo. Para criar a ilusão de que as conversações progridem, Santos prometeu o acordo final para 20 de julho.

A data já passou e nada saiu, segundo preanunciara um dos líderes das FARC, comentou Mary.

Presidente colombiano cumprimenta líder guerrilheiro das FARC nas conversações de paz em Havana, sob o olhar satisfeito de Raúl Castro.
Insensível ao clamor do povo, presidente colombiano cumprimenta líder das FARC
nas conversações de paz em Havana, sob o olhar satisfeito de Raúl Castro.
As FARC sabem que o presidente gosta de ouvir louvores nos salões de Manhattan e Paris e por isso não hesitam em lhe cobrar mais concessões. Que ele concede, apesar de malucas, como atribuir assento cativo no Congresso aos narcoterroristas sem necessidade de serem eleitos.

Mas isso ainda “não é suficiente” para a “Frente Primeira Armando Ríos”.

Santos havia prometido inicialmente que os “acordos de paz” seriam submetidos a um referendum nacional, que aprovaria cada um dos pontos do acordo final.

Depois, diante da recusa esmagadora do povo, o governo acenou que não haveria mais referendo e que os acordos seriam introduzidos na Constituição como cláusula pétrea. Um verdadeiro ato ditatorial de Santos, que passou a ativar sua maioria simples no Congresso para tentar mudar ilegalmente a Lei Fundamental.

Por fim, a Corte Constitucional declarou o óbvio: que o referendo não era inconstitucional. E Santos ficou na entalada.

O governo é o maior pagador de publicidade na Colômbia e os meios de comunicação que não conclamam os colombianos a aprovarem os “acordos de paz” não ganham anúncios.

'Não engulo essa história, eles (FARC) querem o poder e não a paz', protestos em dezenas de cidades contra os 'Acuerdos de Paz'.
'Não engulo essa história, eles (FARC) querem o poder e não a paz',
protestos em dezenas de cidades contra os 'Acuerdos de Paz'.
Também ficam sem verbas os municípios não alinhados à “paz”, que não promovem agressivamente os acordos de Havana junto à população local. Método nada pacífico para pacificar o país.

Não conseguindo nem assim reverter sua impopularidade, Santos apelou então para o medo:

“Temos informação amplíssima – disse – de que eles estão se preparando para voltar à guerra, e à guerra urbana, que é mais demolidora que a guerra rural. Isso é uma realidade, eu sei disso. Se o plebiscito não for aprovado, voltaremos à guerra, simples assim”, completou.

A tentativa de intimidação foi escancarada e baseada em falsidade. O ministro de Defesa, Luis Carlos Villegas, desmentiu quase imediatamente o presidente e negou que o governo tivesse conhecimento dessas intenções das FARC.

Em Cali, Santos foi vituperado pelo povo como 'traidor'.
Em Cali, Santos foi vituperado pelo povo como 'traidor'.
Como as FARC sabem que Santos está entrando em desespero, não duvidam em aumentar suas exigências. Elas não querem a paz; querem uma capitulação, concluiu a comentarista.

Até o Vaticano sabe disso. Algo de sinistro se cozinha nos corredores da ONU e em ambientes episcopais.

A esperança é que a esmagadora maioria dos colombianos esteja saturada de tantos apóstolos pregadores da falsa paz de Havana através de acordos insinceros. Ou de uma imensa mentira rotulada “acordos de paz”, concebida pelo rei do inferno.


terça-feira, 9 de agosto de 2016

Enquanto Cuba multiplica controles e exigências, médicos cubanos deixam o Brasil

Médicos cubanos chegam ao Brasil e Havana exige mais dinheiro. Foto: Erasmo Salomão Ministério da Saúde.
Médicos cubanos chegam ao Brasil e Havana exige mais dinheiro.
Foto: Erasmo Salomão Ministério da Saúde.
Luis Dufaur
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Médicos cubanos retornaram a Cuba por exigência de seu governo, deixando abertas 1.200 vagas no programa “Mais Médicos” e causando graves transtornos à medicina pública brasileira, escreveu “El País”.

O contingente de 1.200 médicos representa pouco mais de 10% das 11.400 vagas de cubanos no referido programa, que conta com 18.200 profissionais.

A causa da saída dos cubanos foi por não terem sido aprovados no curso de especialização em saúde da família, feito em parceria com universidades locais, afirmou o Ministério da Saúde.

Acontece que os médicos aprovados receberiam uma bolsa de 10.000 reais, mas ficariam apenas com 2.700, sendo o restante do dinheiro repassado ao governo de Cuba, numa clara exploração trabalhista.

Cuba está enviando novos candidatos para preencher pelo menos a metade das vagas abertas. Num acúmulo de exigências, a ditadura comunista de Raul Castro ainda reclamou um reajuste no valor da bolsa para enviar novos profissionais.

O caso complicou ainda mais quando o governo castrista decidiu que não renovará a permanência dos médicos que completarem três anos no programa, o que começa a acontecer neste mês de agosto.

Dilma Rousseff havia editado uma Medida Provisória estendendo por mais três anos a autorização para que os cubanos pudessem exercer a profissão sem a Revalida, uma prova de validação do diploma obtido no exterior.

O plano petista não estimulou os profissionais brasileiros a irem para lugares mais pobres, deixando vagas abertas para entrada dos cubanos e o financiamento sub-reptício da ditadura comunista dos irmãos Castro.


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Animais morrem de fome em zoo de Caracas:
símbolo da miséria socialista

Argentina: país que produz mais alimentos per capita no mundo.
Luis Dufaur
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Em matéria de alimentação, a América do Sul assiste a fenômenos assaz divergentes.

Na Argentina, sem ter sequer completado um ano, o governo de Maurício Macri já recuperou o 2º lugar na lista de países fornecedores mundiais de milho, disse o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), segundo “La Nación” de Buenos Aires.

O USDA também elevou a perspectiva da próxima colheita de milho argentino e do volume exportável.

No primeiro semestre, a exportação de trigo progrediu 100,5% em relação a 2015. A área planteada aumentou em um milhão e meio de hectares e a perspectiva da próxima safra é de mais crescimento, calculado entre 50% e 60%.

Segundo Juan Curutchet, presidente do Banco Provincia, o campo argentino estava com “a bota do Estado pisando encima e agora isso acabou”, acrescentou “La Nación”.

A tendência socialista. Venezuelanos entrando na Colômbia: "Minha pátria passa fome!"
A tendência socialista. Venezuelanos entrando na Colômbia: "Minha pátria passa fome!"
De fato, os produtores agrícolas argentinos foram hostilizados durante mais de uma década pelo governo socialista-populista de Cristina Kirchner como “inimigos da classe”, “oligarcas”, “capitalistas”, “agronegociantes”.

“O futuro da produção de alimentos para o mundo passa pela América do Sul: os EUA comem o que produzem; a Europa é cada vez mais um grande jardim; a África tem água e terras, mas não é eficazmente produtiva”, apontou Ricardo Yapur, CEO da Rizobacter, especializada na melhora de sementes.

E explicou: “Há um triângulo imaginário compreendido entre São Paulo, Santa Cruz de la Sierra e Bahia Blanca de onde vai sair a comida do mundo, porque há terra, água e uma população suficientemente educada para entender as novas tecnologias”.

A Grobocopatel, um dos principais grupos agroindustriais do cone sul, sublinhou que a Argentina tem uma população acima de 40 milhões, mas atualmente produz alimentos para 400 milhões e poderia atender rapidamente 800 milhões de pessoas no mundo.

Mas a Argentina enfrenta sérias dificuldades, herdadas da repressão socialista contra o campo. A produção láctea vive séria crise de superprodução e excessos de estocagem decorrentes de acordos demagógicos desrespeitados pelo regime da Venezuela.

Fim do socialismo populista opressor devolveu o otimismo à pecuária argentina.
Fim do socialismo populista opressor devolveu o otimismo à pecuária argentina.
A reconstituição do gado argentino levará alguns anos, impostos pela natural multiplicação dos animais, mas “há um potencial enorme”, avaliou Francisco Lugano, gerente de El Arapey.

O governo “irmão” do lulopetismo impulsionou políticas visando ao “extermínio da pecuária”, que perdeu 12 milhões de cabeças.

A pecuária argentina foi especialmente perseguida enquanto atividade típica das elites sociais que o populismo igualitário quer destruir.

Tudo o contrário está se verificando na Venezuela, mas o esquerdismo eclesiástico e político acena com gestos simpáticos para o ditador bolivariano Nicolás Maduro, enquanto faz toda espécie de cara feia para o governo de Maurício Macri.

50 animais morreram de fome no maior zoológico de Caracas.
50 animais morreram de fome no maior zoológico de Caracas.
Um exemplo patético de miséria socialista em que caiu a Venezuela acontece no zoo de Caricuao, o maior de Caracas.

Pelo menos 50 animais morreram de fome nos últimos seis meses, segundo denunciou o Instituto Nacional de Parques (Inparques) citado por “La Nación”.

Marlene Sifontes, representante do sindicato do Instituto, disse à agência Reuters que os animais “passaram até quinze dias sem comer, e sua saúde vem se deteriorando”.

E pôs o dedo na chaga: “O que está acontecendo com os animais em Caricuao é a metáfora do sofrimento do venezuelano”.

Sem terem alimento apropriado para distribuir, os funcionários do zoo apelaram para mangas e abóboras, tentando salvar animais que não comem esses vegetais, como leões, tigres, e até um elefante.

Morremos de fome!, clamam os populares
Foi aberta uma sindicância pelas mortes no zoo, mas é só para preencher as formalidades. Todo o mundo sabe o que está acontecendo não só com os animais, mas sobretudo com os simples cidadãos.

O socialista do século XXI Nicolás Maduro teve de abrir os pontos fronteiriços com a Colômbia e o Brasil, para que um rio de famintos pudesse ir procurar remédios e alimentos básicos nos países vizinhos.

Os arautos progressistas que vivem perorando contra a fome nas cômodas instalações de governos socialistas, organismos internacionais, ONGs e até no Vaticano, pouco ou nada falam da imensa desgraça em que o socialismo precipitou a Venezuela, tão rica em recursos naturais.


Video: Rio humano à procura de alimentos e remédios na Colômbia




Agonia de fome dos animais do zoológico de Caracas



A crise da fome na Venezuela - Documentário da BBC Mundo




segunda-feira, 25 de julho de 2016

Expansão agrícola do Brasil e Argentina reduzirá 20% do número de malnutridos no mundo até 2025

Colheita de soja em Correntina.
Colheita de soja em Correntina, BA.
Luis Dufaur
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Dentro de dez anos, o Brasil será o maior produtor de soja do mundo e superará os EUA, apesar das dificuldades que os exportadores nacionais poderão enfrentar pela queda dos preços das commodities, diz informe da FAO sobre o futuro da agricultura no mundo até 2025, informou “O Estado de S. Paulo”.

Acresce que o Brasil terá a seu lado a Argentina, outro país com grandes possibilidades de expansão da fronteira agrícola.

A FAO aponta a necessidade de se ganhar 42 milhões de hectares de terras extras no mundo para atender às necessidades alimentares da humanidade até 2025.

E isso ocorrerá em grande parte por conta da expansão da fronteira agrícola no Brasil e na Argentina. Juntos, os dois países serão responsáveis por cerca de 20 milhões de hectares extras plantados.

“A América Latina continua sendo a maior fonte de expansão de área agrícola no mundo, com um total de aumento de 25% e com a soja liderando a maioria dessa expansão”, indicou a FAO.

No Brasil, a aquicultura pode ter uma expansão de 40% até 2025, e “as exportações de algodão devem dobrar de 700 mil toneladas para 1,5 milhões, fazendo do Brasil o segundo maior exportador do mundo”.

A respeito do açúcar, num primeiro momento, a FAO estima uma queda da participação do Brasil no mercado mundial. Mas até 2025 o País voltará a ocupar 41% do mercado. Com o real desvalorizado, o Brasil pode ser beneficiado.

Fábrica de colheitadeiras na Argentina quase faliu por maus negócios com a Venezuela. Hoje luta para satisfazer a demanda privada
Fábrica de colheitadeiras na Argentina quase faliu por maus negócios com a Venezuela.
Hoje luta para satisfazer a demanda privada nacional.
A participação do Brasil nas exportações de carne deverá chegar a 26%, “contribuindo por quase metade da expansão esperada nas vendas de carnes no mundo durante o período projetado”.

Mesmo registrando uma expansão mais lenta, os mercados emergentes devem continuar a liderar a expansão do consumo mundial. Deve, contudo, mudar o perfil do consumo, com maior atenção para o açúcar, os óleos vegetais e menos para cereais ou proteínas.

Outra consequência positiva de preços estáveis na agricultura deve ser a queda do número de famintos no planeta. A projeção é de que haja uma redução dos atuais 800 milhões de pessoas afetadas pela forme para cerca de 650 milhões em dez anos.

Isso representará uma queda de 11% para 8% na proporção da população mundial em situação de má-nutrição.

Todas as esperanças repousam no setor privado, porque nos assentamentos da reforma agrária não existe comida nem para alimentar os assentados, que vivem na dependência da cesta básica.

Quando há assentados... e quando o dinheiro da cesta básica não vai para a conta de algum funcionário ou político!


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Tentáculos da rede ideológica de corrupção kirchnerista tocam no Vaticano

Marcelo Mallo, líder de torcidas organizadas financiadas pelo kirchnerismo e procurado na Argentina por assassinato duplo também foi recebido pelo Papa no contexto de Scholas Occurrentes
Marcelo Mallo, líder de torcidas organizadas financiadas pelo kirchnerismo
que se entregou à polícia, era procurado pela massacre de dois colombianos num shopping,
também foi recebido pelo Papa no contexto de Scholas Occurrentes
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em artigo publicado no jornal “Clarín”, de Buenos Aires, o insuspeito jornalista de tendências conservadoras Alfredo Leuco chorou “o doloroso papel que o Papa Francisco vem realizando na Argentina”.

Leuco narrou o carteio que mantém com o Pontífice e os presentes que recebeu dele. Apesar disso, manifestou “dor e desilusão” com aquele que, segundo o jornalista, capitaliza as esperanças das esquerdas latino-americanas.

O problema seria o engajamento do Pontífice e os privilégios políticos que ele concede a um populismo cuja corrupção está destruindo a respeitabilidade das esquerdas.

Não seriam ‘apenas’ políticos corruptos, mas “mafiosos enriquecidos ilegalmente na função pública”.

Como exemplo, Leuco cita Omar “Caballo” Suárez, tido como um “preferido de Cristina, que tem seu gabinete coberto de fotos das muitas entrevistas com o Papa enquanto a justiça investiga extorsões e falcatruas” aprontadas nesse mesmo gabinete.

Também mencionou Guillermo Moreno, membro, segundo ele, de uma gangue que passa a pior das imagens, mas que “tem acesso livre à intimidade papal” e gere os encontros do Pontífice com figuras políticas argentinas, em geral dos ‘movimentos sociais’ mais à esquerda e com pior reputação pessoal.

A linha do Papa Francisco é acompanhada na Argentina por alguns eclesiásticos, como Mons. Jorge Lozano, diretor da Pastoral Social da Conferência Episcopal Argentina, que recebeu institucionalmente comandantes de esquadrões fautores de violência e de diversos crimes.

A figura do Pontífice sofreu acrescido desgaste após a escandalosa descoberta de uma rede de corrupção da qual participavam pelo menos um arcebispo, um convento não canonicamente estabelecido, cujas dependências serviam de local para as reuniões, ativistas femininas que se apresentam como freiras, além de personagens dos “movimentos sociais” e do governo kirchnerista, hoje distinguidos com relevantes posições em projetos do Vaticano.

Proliferaram as fotos de arquivo de personagens do esquema de corrupção kirchnerista recebidos pelo Papa Francisco I. Na foto Guillermo Moreno.
Proliferaram as fotos de arquivo de personagens do esquema de corrupção kirchnerista
recebidos pelo Papa Francisco I. Na foto Guillermo Moreno.
A novela midiática apresenta a cada dia um novo capitulo. Vale destacar que a Conferencia Episcopal Argentina já anunciou que está disposta a colaborar com o desvendamento da rede de corrupção que deitou seus tentáculos até em altas cúpulas dos ambientes eclesiásticos.

Seu presidente, Mons. José María Arancedo esclareceu que o escândalo das falsas freiras e do mosteiro suspeito não suja a Igreja enquanto instituição, malgrado possa ter havido falhas de um arcebispo.

Ele garantiu para “La Nación” que as ilegalidades eventualmente cometidas serão tiradas a limpo posto que “a Igreja não pode encobrir ou ocultar por espírito corporativo alguém que agiu mal ou cometeu um delito”.

Por sua vez, numa solenidade na embaixada da França em Buenos Aires, o Núncio Apostólico, Mons. Emil Paul Tscherrig, declarou à imprensa que o caso do falso mosteiro “afeta muito a imagem da Igreja na Argentina” e que ele mantém informado o Papa Francisco “a cada momento”, publicou “La Nación”.

A tempestade atinge a Fundação “Scholas Occurrentes”, um projeto promovido pessoalmente pelo Papa.

Na Aula Nova do Sínodo, no Vaticano, durante o encerramento do congresso mundial de “Scholas”, com a presença de estrelas de Hollywood como Richard Gere, George Clooney e Salma Hayek, o atual subsecretario de Culto argentino, Alfredo Abriani, anunciou um donativo milionário para a iniciativa do Papa.

A doação foi confirmada com decreto publicado no jornal oficial do governo argentino.

Líderes de movimentos sociais como Juan Grabois – muito próximo de Stédile, chefe do MST brasileiro – acolheram o oferecimento com furor e até com palavrões, segundo o jornal italiano “La Stampa”.

Mulher do ex-ministro de Obras Pública Julio De Vido, ganhou alta posição na Fundação Scholas Occurrentes promovida pelo Pontífice.
Mulher do ex-ministro de Obras Pública Julio De Vido,
ganhou alta posição na Fundação Scholas Occurrentes promovida pelo Pontífice.
Gustavo Vera, líder de mais um “movimento social” próximo ao Pontífice e consagrado oficialmente a combater o “tráfico de pessoas”, também se manifestou tumultuosamente. “Francisco quer uma Igreja para os pobres”, disse, tentando justificar a renúncia ao donativo que viria de um governo aliado dos “ricos”.

O Papa Francisco acabou recusando o donativo. Porém, desde então, as ligações entre os “ativistas sociais” partícipes dos esquemas de corrupção e os animadores do projeto “Scholas Ocurrentes” estão saindo à luz do dia, mostrando uma assustadora dimensão.

O Pontífice logo procurou tomar distâncias do esquema ideológico de corrupção. De início justificou a recusa do donativo do governo argentino, atribuindo-a a um perigo indesejável de corrupção populista em sua Fundação.

“Temo que possa cair na corrupção”, explicou ele em carta a José María del Corral e Enrique Palmeyro, responsáveis pela “Scholas Ocurrentes”, segundo informou o jornal “La Stampa”

“Isto é um deslizamento suave e quase despercebido”, que depois “contagia”, “se justifica”, e por fim acaba “pior do que no início”, “uma estrada resvaladia e cômoda que nós teríamos razões para justificar, mas que no fim assassina”, completou o Pontífice, segundo o Vatican Insider.

Alicia Kirchner com o falecido Mons Di Monte no mosteiro não canônico de freiras, um local de reunião do esquema de corrupção.
Alicia Kirchner com o falecido Mons Di Monte
no mosteiro não canônico de freiras,
um local de reunião do esquema de corrupção.
Quase 5 milhões de dólares em dinheiro vivo não declarado
foram descobertos pela Justiça em caixas de valores
que seriam da filha dos ex-presidentes Kirchner.
O Papa também cancelou um “Jogo pela Paz” com a participação de craques do futebol. O evento também era suspeito de fazer parte do esquema imoral que preocupa o Pontífice, segundo informou o jornal “La Nación”.

Trouxeram muitas surpresas as investigações policiais sobre um formidável esquema de corrupção político-ideológica desvendado com a prisão de um homem-chave que levava milhões de dólares, armas e joias para serem escondidos num mosteiro de religiosas sem reconhecimento canônico.

Uma das peças do esquema seria Alessandra Minnicelli, presidente do Observatório da Responsabilidade Social (Fors) e mulher de Julio de Vido, o ministro-chave no desvio de imensas verbas destinadas a obras públicas durante uma década.

Alessandra Minnicelli foi engajada na diretoria de “Scholas Ocurrentes”, após militar muito tempo no esquerdismo kirchnerista.

Ela exibe em sua propaganda uma foto com o próprio Papa lhe estreitando a mão, por ocasião de atividades da conturbada “Scholas Ocurrentes”, escreveu “Política online”.

Um passado de extorsões, ameaças, desvios de fundos, superfaturamento, bloqueio de portos e negociatas obscuras, que faziam parte da luta promovida pelo kirchnerismo contra os “ricos”, engrossa uma grande lista de denúncias e suspeitas apontando para Enrique Omar Suárez.

Apelidado de “Caballo”, ele também participou de tentativas falidas de golpes de estado, promovidas por militares nacionalistas extremistas, bem como da tomada pela violência do sindicato portuário de Buenos Aires, além de outros desmandos.

Alicia Barrios, autora de 'Mi amigo el padre Jorge'
biografia baseada em 17 anos de amizade com o Pontífice,
dirigia “Rádio Papa” de Enrique Omar Suárez, alias Caballo”.
O agitador criou em seu sindicato a “Rádio Papa”, dirigida pela jornalista Alicia Barrios, amiga do Pontífice.

Considerado um símbolo da corrupção bolivariana, “Caballo” acabou tendo seu sindicato submetido a um interventor designado pela Justiça. Em consequência, uma auditoria revelou uma extensa lista de delitos, abusos econômicos, e até o furto de 32 carros.

A deputada Gladys González e diversos empresários denunciaram ameaças de morte instigadas por esse ativista, que se exibe como uma “longa manus” do papa argentino. O caso está nas mãos da Justiça, informou “La Nación”.

Nesta tempestade altamente danosa para a imagem da Igreja e comprometedora do Pontífice, este passou a adotar gestos distensivos em relação ao governo argentino. Oxalá não fique em palavras, mas adote uma mudança de rumos clara, a fim de restaurar a respeitabilidade da Igreja Católica na Argentina.

Alessandra Minnicelli discursa no Vaticano



O "mosteiro" não-canônico onde houve reuniões do esquema de corrupção










sexta-feira, 15 de julho de 2016

Exorcista: “Satanás atrás dos atentados islâmicos”

Padre Gabriele Amorth, exorcista oficial da diocese de Roma:
“Satanás impulsiona o Estado Islâmico, com certeza”
Luis Dufaur
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Os recentes atentados de Nice e Bruxelas, como os do fim do ano passado em Paris e as tentativas massivas de violação de mulheres em cidades da Alemanha e do norte da Europa no Réveillon obedecem a um objetivo: erradicar o cristianismo do mundo apagando seus últimos restos já tão diminuídos.

Nos casos citados da Europa o caráter estritamente religioso da ofensiva de crimes não aparece tão claramente, pois os atentados visam o comum dos cidadãos indiscriminadamente.

O islamismo mais moderno age diante das imagens dos velhos demônios dos templos pagãos desertos como um anjo das trevas que surge das cavernas mais escuras do inferno atropelando os seus cúmplices de menor posição.

E se volta contra o mundo ocidental que ainda pode ser chamado de cristão mais por causa do passado de que pelo presente, com o mesmo furor destruidor supra-humano.

Segundo o padre Amorth, exorcista de Roma, nas violências inauditas e nas perseguições contra os cristãos praticadas pelo Estado Islâmico, é perceptível a garra do demônio.

“Il Giornale” de Milão, perguntou ao exorcista se o pessoal do Estado Islâmico estava sendo então inspirado por Satanás, ao que o Pe. Amorth respondeu:

O atentado de Nice (14.07.2016) foi o mais recente e, infelizmente, tal vez não foi o último, do furor de Satanás impulsionando o anticristianismo
O atentado de Nice (14.07.2016) foi o mais recente e, infelizmente,
tal vez não foi o último, do furor de Satanás impulsionando o anticristianismo
“Com certeza! Onde está o mal, está sempre o demônio por trás incitando. Qualquer forma de mal, grande ou pequena, sempre é sugerida pelo diabo”.

– O Sr., com seus 90 anos continua fazendo exorcismos?

– “Agora faço pelo menos dois ou três ao dia, antes chegava a fazer 15, inclusive nas datas de Natal e Páscoa. Há alguns anos calculei ter feito cerca de 70.000 exorcismos. Talvez até mais”.

– Ficam poucos exorcistas?

– “Infelizmente. Com frequência os primeiros que não acreditam no demônio são os bispos que não estão nomeando novos exorcistas.

“Ontem eu falava com um exorcista, o Pe. Vincenzo, que me dizia que havia uma fila de 40 pessoas aguardando ser exorcizadas. Eu escrevi uma carta ao Papa Francisco pedindo-lhe que permitisse a todos os sacerdotes praticar exorcismos”.

– E o Papa respondeu?

 – “Enviou-me resposta por meio do Vigário da diocese de Roma dizendo que não se podem mudar as coisas de um dia para outro. São necessários demorados procedimentos e regras a ser cumpridos”.

Estado Islâmico: novos demônios irrompem no cenário mundial.
Estado Islâmico: novos demônios irrompem no cenário mundial.
– Este Papa fez exorcismos?

– “Não me consta. Ratzinger e Wojtyla sim”.

– Hoje há um sucessor para o Padre Amorth?

– “Há a Associação Internacional dos Exorcistas que eu fundei e da qual sou o presidente honorário. Hoje tem como presidente o Padre Francesco Bamonte, que também é exorcista. Entreguei a ele mais de dois quilos de coisas que me cuspiram os endemoninhados: chaves, cacos de vidro, pedaços de correntes, pregos”.

– Mas cuspiam esses objetos pela boca? 

– “Sim, sem jamais se ferirem. Eu pude tocar com a mão esses objetos que se materializavam na boca dos endemoninhados no momento de cuspi-los.

“Vivi muitos episódios estranhos, casos de levitação de gente que se elevava pelo menos meio metro do chão, que caminhava pelas paredes como se não existisse lei da gravidade”.

Prossegue o experiente Pe. Amorth: 

“E depois pessoas que falavam línguas como foi o caso certa vez de um camponês que apenas falava italiano e começou a perorar em inglês e em latim.

“Certa vez uma religiosa começou a se arrastar pela igreja como uma cobra, passando sob os bancos sem mudá-los um centímetro de local”.


segunda-feira, 4 de julho de 2016

19 mil Sem Terra possuem carros como Porsche, Land Rover e Volvo

19 mil Sem Terra possuem carros como Porsche
19 mil Sem Terra possuem carros como Porsche



O TCU (Tribunal de Contas da União) determinou nesta quarta-feira (7) ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) a imediata paralisação do programa de reforma agrária no país.

O programa atinge hoje 1,5 milhão de famílias e, pela decisão do órgão, não poderão ser mais cadastrados ou assentados novos beneficiários.

Na prática, o programa já está paralisado por falta de dinheiro, conforme mostrou reportagem da Folha de S.Paulo do mês passado.

De acordo com o TCU, sem a medida cautelar de interrupção de novos cadastros, o país poderia ter um prejuízo de R$ 2,5 bilhões até 2018.

A medida foi tomada após o tribunal identificar mais de 578 mil beneficiários irregulares do programa do governo federal, ao cruzar a base de dados do Incra com outros bancos de dados.

Entre as irregularidades na relação de beneficiários, foram identificados 1.017 políticos. Há também 61.965 empresários, 144.621 servidores públicos e 37.997 pessoas falecidas. Essas pessoas, pelas regras, não teriam direito aos lotes distribuídos no programa.

A auditoria revelou ainda que 19.393 dos cadastrados são donos de veículos de luxo, de marcas como Porsche, Land Rover e Volvo.

“O programa não está sendo efetivo ao permitir que indivíduos que não estão no público-alvo do PNRA [Programa Nacional de Reforma Agrária] ocupem o lugar do público esperado”, afirma o relator do caso, ministro Augusto Sherman.

Em sua defesa, o Incra informou ao TCU que já vinha fazendo cruzamentos para identificar problemas no cadastro, tendo retirado da lista 38 mil famílias que estavam irregulares.

Mas, segundo o órgão, as medidas estavam sendo tomadas de forma morosa, não se mostraram suficientes e havia risco de cadastramento de novos beneficiários irregulares.


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Saques, miséria, fome: os sucessos induzidos pelo socialismo bolivariano

Carta do governo de Caracas para as lojas particulares
não venderem produtos básicos. Depois poderão ser confiscadas.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Noventa por cento dos venezuelanos já não conseguem comer aquilo que seria a sua alimentação básica.

Durante o mês de maio, houve nas principais cidades do país 68 saques ou tentativas de saques, enquanto grassa de modo cada vez mais agudo o empobrecimento socialista que deixou os supermercados sem produtos, as farmácias sem medicamentos e cidades inteiras sem energia, noticiou o jornal “La Nación”.

Maio se consolidou como o pior mês de sofrimento dos venezuelanos e nada aponta uma melhora.

Várias empresas não conseguem mais trabalhar. A Polar já não pode produzir a cerveja mais popular, a Coca-Cola não se encontra mais à venda porque não há açúcar para fabricá-la.

Ricardo Lanz, superintendente do Serviço de Administração Tributaria de Caracas enviou circular a uma loja para que essa “não faça venda dos seguintes produtos regulados: farinha de milho, farinha de trigo, macarrão, arroz, manteiga, margarina, óleo de milho, açúcar, aveia, sal, fraldas, leite, maionese, molho de tomate, grãos em geral, 'cheese whiz' e produtos de higiene pessoal em general”, noticiou “El Mundo” de Madri, que reproduziu a aberrante circular.

Essa foi enviada em 31 de maio. Esse órgão público deveria se encarregar de garantir as necessidades da população mas se encarrega de impedir a venda de produtos básicos.

“A ideia é expropriar a comida das lojas para dá-la às pessoas que o governo quer”, disse uma fonte da oposição que também garantiu que os saques prosseguem se multiplicando.

“Membros da Guardia Nacional tentaram levar produtos de primeira necessidade das lojas para depois vende-los em outros distritos. Estão nos tirando o pão”, disse a mesma fonte ao jornal espanhol.

O chefe do governo de Caracas, Daniel Aponte, diz que a medida visa impedir a especulação e garantir o fornecimento desses produtos por meio dos Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP) que o governo criou recentemente.

Ao mesmo tempo que pediu às lojas que deixem de vender esses alimentos, ele as “exortou a serem mais eficazes na venda dos alimentos comercializados".

Empresas como Lufthansa, LATAM, Gol, Air Canada, Alitalia e Aerolíneas Argentinas suspenderam seus voos, porque ficaram impossibilitadas pelo governo de funcionar no país. Em junho de 2015 o regime bolivariano não lhes tinha repassado 3,7 bilhões de dólares a elas devidos por passagens vendidas.

A Venezuela vai entrando no isolamento em que jaz a ilha-prisão cubana.


Saque em Mercado Atacadista, Maracay - Turmero





Saques na Venezuela




segunda-feira, 27 de junho de 2016

Aliança bolivariana cai aos pedaços

Um dos postos da falida Sol, da PDVSA na Argentina.
Um dos postos da falida Sol, da PDVSA na Argentina.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



A aliança “bolivariana” montada pelo falecido ditador venezuelano Hugo Chávez no continente sul-americano – com ramificações na Espanha – está caindo aos pedaços.

Não é só que o “socialismo do século XXI” faliu na Venezuela e o regime autoritário não dispõe de mais recursos para financiar sua louca aventura pró-comunista.

Nos grandes países do continente, como Brasil e Argentina, as populações não suportam os aliados do petulante líder esquerdista do Caribe e os deixaram sem apoios indispensáveis.

Chávez e Maduro apelaram para o ingente manancial de riquezas do petróleo venezuelano até conseguirem destruí-lo.

Apelaram sobretudo para o Brasil e a Argentina, inclusive para distribuir magras quantias de alimento à população, reduzida a uma massa faminta.

E ainda assim a questão não se resolveu.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

O Papa Francisco chefe da oposição argentina
preferido até por marxistas-leninistas?

Com Cristina cada vez mais complicada com a Justiça, cresce a esperança das esquerdas de o Papa Francisco assumir a liderança.
Com Cristina cada vez mais complicada com a Justiça,
cresce a esperança das esquerdas de o Papa Francisco assumir a liderança.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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diversos blogs




O colunista de “La Nación” Jorge Fernández Díaz, recentemente nomeado para a Academia Argentina de Letras, deplorou a animadversão contra o governo argentino por parte de alguns membros também argentinos do Vaticano mais próximos do Papa Francisco.

Não é possível se esquivar à conclusão de animadversão quando o porta-voz operativo do Papa na Argentina é um militante de esquerda que mal conhece até o próprio funcionamento da Igreja e que provoca incidentes agressivos entre o Vaticano e a Casa Rosada.

Tampouco deixou boa impressão a recepção do Papa Francisco em reuniões fechadas a juízes argentinos que devem se pronunciar em processos de corrupção de Cristina Kirchner e seus assessores.

Fernández Díaz lamentou que havendo tantos problemas universais e morais, o Pontífice fique interferindo em pequenos casos nacionais e em favor de uma ideologia e uma associação política de fundo bolivariano.

Agindo assim ele faz o que querem os kirchneristas “que o Papa seja o chefe da oposição”.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A Argentina está chocada
pelos gestos políticos do Papa Francisco – 3

O Papa com o arcebispo argentino Marcelo Sánchez Sorondo, articulador de atividades com "movimentos sociais" da vertente ideológica do MST
O Papa com o arcebispo argentino Marcelo Sánchez Sorondo,
articulador de atividades com "movimentos sociais" da vertente ideológica do MST
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



continuação do post anterior: A Argentina está chocada pelos gestos políticos do Papa Francisco – 2



O impacto da revelação do caso de Margarita ainda não tinha se apagado quando a imprensa internacional divulgou que numa reunião com os bispos do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) o Papa Francisco disse que em alguns países da América do Sul está ocorrendo “um golpe de estado branco”.

Ele manifestou preocupação com os “conflitos sociais, econômicos e políticos” na Venezuela, no Brasil, na Bolívia e na Argentina. Cfr. “O Dia”.

A notícia foi surpreendente: na Argentina, a comparação com a Venezuela foi chocante e a interpretação da realidade do Brasil soou como uma tomada de atitude favorecedora da propaganda internacional do PT.

Logo chegou, por vias terceiras, um desmentido do Vaticano: um sacerdote amigo que teria recebido um telefonema do Papa Francisco desmentindo, etc.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

A Argentina está chocada
pelos gestos políticos do Papa Francisco – 2

No Rio, na JMJ 2013, Para Francisco com Dilma, Cristina, Evo Morales e o vice-presidente do Uruguai
No Rio, na JMJ 2013, Para Francisco com Dilma, Cristina, Evo Morales
e o vice-presidente do Uruguai pelo Frente Amplo "tupamaro"
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



continuação do post anterior: A Argentina está chocada pelos gestos políticos do Papa Francisco – 1

O tratamento frio e até carrancudo dispensado ao novo presidente numa recepção no Vaticano estranhamente de apenas 22 minutos fez transbordar o vaso.

Uma simples página de fotos do evento encheu-se de comentários reveladores, originados dos mais variados setores geográficos, ideológicos, culturais e religiosos da Argentina.

Eles apareceram em INFOBAE, 27.02.16, e servem bem de exemplo. Não reproduzimos os nomes completos para preservar a privacidade dos autores:

— “Lamentável a recepção de Francisco. Sua expressão, seu rosto, sua falta de cordialidade mostra a verdadeira posição em relação a Mauricio e da maioria que o elegemos presidente. (...) contrasta com as saudações, afetos, sorriso e outros que exibia ‘antes’. Se algo faltava para nos darmos conta, ele no-lo fez ver claramente hoje. Para mim, Bergoglio ‘já era’”.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A Argentina está chocada
pelos gestos políticos do Papa Francisco – 1

Com Fidel Castro em Cuba: estreitando amizade com símbolo da ditadura marxista
Com Fidel Castro em Cuba: estreitando amizade com símbolo da ditadura marxista
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Conta-se que Napoleão, desfilando certa feita triunfalmente em Paris, tinha perto de si um diplomata estrangeiro, para o qual se teria voltado e dito: “O senhor está vendo quanto me ovacionam?”

E o diplomata lhe teria então respondido: “Sire, os homens cobram os aplausos que dão”.

Poucos anos depois Napoleão fugia de Paris disfarçado de soldado austríaco, para não ser reconhecido e linchado pelos franceses cujos filhos haviam sido sacrificados em suas aventuras guerreiras.

Há paradoxos que se repetem na História. Afinal de contas, a psicologia humana é sempre a mesma.

Houve um momento em que o Papa Francisco parecia ter a Argentina rendida a seus pés, tão grande era a popularidade que lhe atribuía unanimemente o macrocapitalismo publicitário.

Hoje, três anos depois, quem chega a Buenos Aires encontra a opinião pública, especialmente a católica, mudada a seu respeito.